The Handmaid’s Tale
SÉRIES
Di Caamaño
9/21/20182 min read


EU ESTOU IMPACTADA! Precisava começar com essa frase. Tudo o que eu sinto ao terminar de maratonar a 1º temporada são sentimentos complexos e confusos. Mas como assim Di? Bem, é uma série que trás um deus (mas não sei qual, sério), bíblia como lei, mulheres sendo submissas, teonomia, machismo, escravidão de mulheres.. olha, tanta coisa, mas tanta, que você termina o primeiro episódio muito pistola.
Eu já tinha lido muitas críticas positivas sobre a série, os prêmios que ganhou, a presença da Elisabeth Moss como atriz e produtora – que é uma atriz muito incrível (babei com Peggy em Mad Men) – e fora os comentários de que era uma série forte e necessária.
Por acaso, em um domingo de chuva, estava passando uma maratona no Paramount. Era uma ótima pedida. O primeiro episódio já me deixou aflita em um grau que eu não sabia se continuava assistindo ou ia queimar uma bíblia em protesto.
De cara, a personagem de Moss perde o emprego por ser mulher, tem o dinheiro retido pelo banco, é chamada de p*ta num café e é sequestrada. Quando sabemos para onde ela foi mandada, nos deparamos com um espaço repleto de outras tantas mulheres para serem doutrinadas por uma senhora chamada Tia Lydia. Junto com ela, homens fortemente armados com cara de poucos amigos.
Onde entra a vontade de queimar uma bíblia? O livro dito sagrado que as pessoas temem discordar, se torna a LEI. Pois é, as leis da constituição caíram e o que passou a reger naquela (até então) fictícia situação foram as tais palavras bíblicas. E o que assusta é que isso pode ser tão verídico quanto o que ocasionou tudo (atentados, queda do poder americano, baixa natalidade). Não deixam claro qual foi a religião que predominou apenas os EUA, mas tem Deus.
As pessoas se cumprimentam com “Sob o olho Dele”, “Louvado seja”, quando tem um homem no espaço dizem “Bendito seja o fruto”, em resposta temos “Que o Senhor possa abrir”. Não existem variedades de roupas, e sim uniformes. As Aias usam vestidos vermelhos, as esposas dos Comandantes usam vestidos azuis, as Marthas (empregadas domésticas) usam roupas em tom de terra. Os homens decidem tudo e sempre muito bem vestidos em ternos.
O cenário é sombrio, mesmo que tenha sol. O Olho assombra as Aias, estas por sua vez eram apenas mulheres solteiras ou casadas pela segunda vez, mas com a inserção da teonomia como forma de governo da fictícia República de Gilead, viraram “concubinas”. Palavra está que é proibida de dizer, porque ali, elas apenas fazem o seu papel biológico: parir. É proibido dizer gay, essas pessoas são “traidores de gênero” e são punidos por sua orientação. Você passa a série vendo pessoas enforcadas por todo o cenário, e cada um com seu motivo. É assustador!
A segunda temporada já está rolando na Paramount, mas estou aguardando saírem todos os episódios para maratonar. Não tem como você assistir um episódio, e depois ir dormir.. ou maratona e sente o impacto ou nem começa. A distribuição é pelo HULU, serviço de streaming que ainda não está disponível no Brasil, infelizmente.
Ah sim, importante dizer que a série é baseada no livro de sucesso de mesmo nome da escritora canadense Margareth Atwood lançado em 1985. Com o boom da série, o livro voltou a ser sucesso de venda mundial.
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