Meu Próprio Filho: história da Netflix trás o perturbador caso de Alejandra Mendoza
SÉRIES
Di Caamaño
9/8/20262 min read


O catálogo de true crime da Netflix está um primor! Toda semana estreia um caso mais inacreditável que o outro e recentemente entrou no catálogo um caso que aconteceu em 2009, no México. O documentário se difere por trazer a simulação dos fatos, para ambientar o telespectador e depois, somos apresentados aos personagens reais da história.
Eleonor Alejandra Marín Mendoza se casou com Arturo aos 17 anos, e desde o princípio já sofria a pressão do marido e da família para que tivessem um filho. Após duas perdas gestacionais, resolvem investir em fertilização in vitro. Aqui existe um peso absurdo em cima da Alejandra em relação às perdas, e essa culpabilização vinda da família do marido a faz acreditar que existe um grande problema se acontecer novamente.
Assim, quando ela acaba sofrendo a terceira perda gestacional, ela omite o ocorrido. Na simulação, mostra ela chorando na recepção do hospital que trabalha e logo em seguida, conhecendo a Mayra. Neste cenário, Mayra está querendo tirar o filho que espera devido a rejeição de seu atual relacionamento. Então ali fica subentendido que acontece um acordo entre elas.
Alejandra começa a engordar, mostra ela procurando dietas que a façam engordar de forma rápida. Com os questionamentos vindo dos familiares, ela começa a construir provas da gestação, como por exemplo, exame de ultra que ela consegue por trabalhar no hospital. Um chá de bebê é organizado com a família, todos felizes com a chegada de uma criança, escolhem nomes, celebram, cantam.. ou seja, tudo segue normal como uma família agiria na expectativa da vinda de uma criança.
Quando está chegando a hora do parto, existe um registro que Arturo faz dela em seu celular, questionando se ela está preparada e ela dizendo “que está tão feliz que não consegue demonstrar”. Aqui é o momento em que temos a finalização da simulação para conhecermos os rostos das inspirações para o documentário.
Ale mantém que houve um acordo entre ela e a Mayra. Por outro lado, Mayra nega que tenha acontecido dessa forma e que na verdade, ela apareceu no quarto se apresentando como uma assistente social fazendo uma pesquisa e que nunca a tinha visto antes. O documentário traz cenas que foram ao ar na época, com as súplicas do pai pedindo para devolver a criança.
O documentário tem contornos sombrios que nos levam a ter sentimentos mistos por Alejandra e todo o contexto em que aquilo tudo aconteceu. Entre a simulação, as entrevistas e as cenas resgatadas da época nos levam a um lado um tampo perturbador sobre as decisões tomadas diante do desespero e os limites de uma mentira.
Maddie Maratona
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