Espetáculo Maldita transforma as tragédias gregas em uma deliciosa comédia musical
TEATRO
Di Caamaño
8/1/20262 min read


Tenho um carinho super especial por esse espetáculo, primeiro porque tenho uma amiga muito querida atuando, um beijo para Jaciara Nogueira. E a peça foi escrita e dirigida por outro amigo querido, Rohan Baruck, que, além de ser um ator incrível, também é premiado, nosso ícone! Ele ganhou o Prêmio APTR na categoria Direção por Maldita este ano.
A montagem nasceu na Escola Popular de Teatro da Baixada, projeto do Instituto Cultural Cerne, em São João de Meriti, e leva para o palco um grande elenco de artistas da Baixada Fluminense. A linguagem mistura melodrama, paródia, música, dança, cultura pop, memes e referências do universo drag, incluindo lipsyncs. Entre as inspirações estão Os Melhores do Mundo, Tá na Rua, Teatro Oficina e Monty Python.
Sobre o que é a peça Maldita?
A montagem revisita três histórias gregas clássicas: Édipo Rei, Sete Contra Tebas e Antígona. De uma forma bem-humorada, transforma o universo trágico em momentos de provocação, com contrapontos do que acontece em nossa realidade atual. Em cena, um grupo de rebeldes decide recontar essas histórias a partir de sua própria perspectiva, tratando com ironia as relações entre o humano, o destino e o sagrado. Como as três histórias se interligam, temos intervenções das “fofoqueiras de Tebas” nos fornecendo os recortes sobre as tragédias que vão acontecer.
Édipo Rei e o início da tragédia
Começamos pela história de Édipo Rei, o homem que tenta fugir da profecia de que mataria o próprio pai e se casaria com sua mãe, Jocasta. Eles têm filhos juntos, entre eles Etéocles, Polinices, Antígona e Ismênia. Quando Tebas está assolada por uma peste e Édipo, agora rei, quer descobrir sua causa, a resposta é que o assassino do antigo rei Laio permanece impune. Então, Édipo começa uma busca desesperada pelo assassino, até descobrir que ele próprio é o homem que procura.
Sete Contra Tebas e a disputa pelo poder
Em seguida, vemos os filhos de Édipo herdando a tragédia. Aqui, Etéocles e Polinices entram em conflito pelo trono de Tebas. Eles deveriam dividir o poder, mas Etéocles permanece no trono e Polinices, sentindo-se traído, reúne um exército para atacar a própria cidade. É uma história sobre disputa pelo poder, orgulho e uma briga familiar que acaba levando uma cidade inteira à guerra.
Antígona e o confronto com Creonte
Por fim, chegamos a Antígona, uma história do pós-guerra. Nela, o tio Creonte assume Tebas. Como novo governante, ele determina que Etéocles, que morreu defendendo Tebas, seja enterrado com honras. Já Polinices, que atacou a cidade, é considerado traidor e não pode ser enterrado. Antígona desafia essa ordem e enterra o irmão mesmo assim. Como resposta a esse desafio, é condenada à morte.
Vale a pena assistir a Maldita?
Apesar de toda a história grega contida na montagem, existe ainda o bom humor nas falas, na inserção dos memes e nas canções interpretadas pelo elenco. Maldita é uma deliciosa visita às histórias que conhecemos desde a escola, agora revisitadas com humor, música e referências contemporâneas. E vale cada minuto!
Acompanhe o Instagram oficial da peça e acompanhe a agenda.
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